segunda-feira, 4 de julho de 2016

Livro: Loney




Título original: The loney
Autor: Andrew Michael Hurley
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Assunto: Terror / Suspense



Na Inglaterra existe um lugar sombrio conhecido como Loney. Toda família de Smith junto ao padre Wilfred e alguns membros da comunidade costumavam ir até esse local para uma peregrinação de Páscoa.

Após anos sem ir até o local e a estranha morte do padre Wilfred, a comunidade recebe um novo sacerdote, o padre Bernard, e decidem ir até o antigo santuário de Loney.

Andrew o filho mais velho da família Smith tinha problemas de aprendizado e Esther, sua mãe, dona de fervorosa fé, acreditava que esse problema junto a mudez do filho seria curada por Deus durante a peregrinação.

"...era impossível conhecer de verdade o Loney. O local mudava a cada afluxo e recuo das águas, e as marés de quadratura revelavam os esqueletos daqueles que julgavam ter lido e interpretado o lugar suficientemente bem a ponto de escapar de suas traiçoeiras correntes."


O local é hostil, com moradores peculiares. Alguns acontecimentos começam a martelar na cabeça de Smith, pessoas cegas voltando a ver, outras com seus problemas desaparecendo como passe de mágica. Por outro lado parece que o grupo não é bem vindo na região, pois os moradores locais começam a assustá-los com 'brincadeiras' de muito mau gosto.


O que aconteceu com Andrew em Loney é um mistério, um milagre, mas nenhum segredo dura para sempre. Trinta anos depois os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno, os segredos que a sombria costa da Inglaterra esconde pode estar próximo de serem descobertos.

"Aí estava um nome que eu já não escutava havia um bocado de tempo. Trinta anos. Ninguém que eu conhecesse o mencionava mais, e eu tinha feito um tremendo esforço para esquecê-lo. No entanto, suponho que eu sempre soube que o que ocorrera lá não permaneceria oculto para sempre, por mais que eu quisesse."

O livro possui poucos diálogos e grandes momentos de uma narração enfadonha. Nosso personagem principal, que não conhecemos o nome é o narrador observador.

Os locais são bem descritos o que pode agradar ou repelir ainda mais o leitor, temos durante a história muitos locais e nomes dentro do próprio Loney (como nome de moradias) o que nos deixa confuso no início, mas logo conseguimos no situar.

O núcleo de personagens principais são poucos, temos:  Sr. e Sra Smith e os dois filhos, a Sra Mary Belderboss e o senhor Reg Belderboss (irmão do falecido padre Wilfred), a Srta Joan Bunce e David, o jovem padre Bernard McGill, e alguns poucos moradores locais. Isso torna a leitura mais cansativa pois começa a repetir excessivamente esses nomes. 

Temas como fé, crenças e pecados são abordados durante toda a trama, porém tudo acontece muito lentamente, alguns fatos ou até mesmo a grande maioria são desnecessários.

O desfecho que ficou para salvar todo fracasso do livro não é bem descrito e fica mais uma vez para o leitor imaginar o que aconteceu para preencher as lacunas.

Se o autor tinha intenção de escrever um livro de Terror/Suspense, sinto em lhe informar que fracassou, as cenas muito descritivas e o enredo lento corta completamente o clima sombrio. Achei a obra arrastada, personagens fracos e enredo desmotivador. Infelizmente o livro não funcionou para mim.

Todavia o trabalho feito pela editora está simplesmente impecável, a obra possui capa dura lindíssima, e uma jacket igualmente bela, a diagramação também está muito caprichada.

4 comentários:

  1. Oi.
    Estou com o livro para ler, e dividida entre as resenhas que já li..
    quero ler logo, e saber o que vou achar.
    bjs

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    Respostas
    1. Oi Flávia, conferi sua resenha sobre o livro, ainda bem que sua experiência foi melhor que a minha!
      Beijos

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  2. Oi amiga!

    Nossa, agora bateu uma tristeza! A premissa, em suma é boa, mas é esses detalhes da narrativa, dos personagens, que acabam deixando a leitura ruim e nossa experiencia acaba sendo negativa, pensei que o livro fosse melhor que isso, que fosse ser um suspense incrível, se eu for ler, será muito mais para frente, pois pegar uma história boa assim, com boas possibilidade e deixar tão arrastada e enfadonha, acaba com as expectativas.

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  3. Detesto livros com narrativas longas e pouco diálogo, fica muito cansativo. Quando estava lendo a sinopse, me interessei pela história, mas depois de ler que tem pouco diálogo... desanimei total! Super te entendo!
    Beijos,
    Nay

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