segunda-feira, 18 de abril de 2016

Livro: O exorcista



Título original: The exorcist
Autor: William Peter Blatty
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 330
Assunto: Terror



A atriz Chris McNeil Dabush, leva uma vida tranquila ao lado de sua filha de doze anos. Regan é uma criança adorável, apegada a mãe, sempre muito educada e querida por todos.

O comportamento de Regan começa a modificar aos poucos, a garota relata para a mãe que encontrou um tabuleiro Ouija que a muito tinha sido esquecido no porão. Logo palavrões começam a fazer parte do vocabulário de Regan, a agressividade também preocupa as pessoas que vivenciam a mudança.

Ao ser questionada, ela sempre tem a mesma resposta, Capitão Howdy, ele passa a ser responsabilizado por todo mau comportamento. Tudo ganha novas proporções quando objetos mudam de lugar, moveis pesados são arrastados de forma inexplicável. 

Desesperada, Chris leva a filha nos melhores especialista, sem obter nenhum resultado a situação vai se agravando, Regan passa a ter espasmos violentos, onde a mesma parece ser jogada de um lado para outro por mãos invisíveis, a doce menina passa proferir insinuações sexuais.

Ao buscar ajuda do padre Damien Karras, Chris explica tudo que está passando com a menina, logo o cético padre começa a fazer exames para descobrir o que estava acontecendo.

Regan passa a tomar doses cavalares de sedativo, porém não é suficiente para acalma-la, colocando todos que vivem com ela em risco. Começa assim a luta de Karras para ajudar a jovem, onde sua descrença bate de frente com a necessidade de pedir autorização para realizar um exorcismo.

"Abruptamente, o arrepio nos braços de Karras não foi causado pelo frio do cômodo, mas pelo que ele estava vendo no peito da menina; pelas letras em alto relevo, explicitas, cor de sangue. Duas palavras: 'me ajuda'."

Difícil encontrar uma pessoa que nunca ouviu falar da adaptação cinematográfica desta obra. Todo medo e história que envolve a gravação do mesmo, deixou uma onde de pavor desde que fora lançado em 1973.

A trama cita cultos satânicos, dá certo destaque a "Missa Negra" e é falado sobre o demônio Pazuzu. O livro foca de forma simples a falta de fé vivenciada pelo padre Damien Karras, a narrativa é descomplicada, informativa e nada assustadora.

Para quem ouve toda superstição que envolve a obra pode ser uma leitura decepcionante, não temos uma história sobre demônios, mortes e exorcismo, e sim sobre fé, amor, onde a morte não é o fim.

Diferente do filme, aqui podemos acompanhar mais de perto a história de Karras, entender o que o levou a perder a fé, mas também o quanto ele se empenhou a ajudar Regan.

Na realidade é difícil não ficar a todo momento comparando o filme e o livro, se eu tivesse que resumir seria que o livro fala do exorcista e o filme da exorcizada.

"O oculto é algo diferente. Eu me mantive longe disso. Acredito que mexer com ele pode ser perigoso. E isso inclui mexer num tabuleiro Ouija. [...] Em muitas histórias que eu já ouvi sobre centros espíritas, todos eles parecem apontar para a abertura de uma porta de algum tipo. [...] Se eu estou certa, talvez a ponte entre os dois mundos seja o que você mesma acabou de mencionar, o subconsciente. Só sei que coisas parecem acontecer. E, minha querida, há hospícios no mundo todo repletos de pessoas que mexeram com o oculto."


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