sexta-feira, 17 de abril de 2015

Crônica: Eu digo Não!


Nem sempre é simples dizer não.

Sabemos que faz mal, dizemos não querer, mas acabamos por aceitar. Por quê?

Uma palavrinha tão pequena, tão sonora e, às vezes, tão difícil de pronunciar: Não. 

Talvez a explicação esteja na combinação das palavras. O “sim” começa com “s” e “simples” também. Tendemos a nos acomodar e o “sim” soa mais fácil, parece mais simples, mais agradável de falar e de ouvir, exige de nós menos esforço, menos explicações, menos energia despendida.

Mas é preciso nos perguntar: pra quem mesmo soa mais fácil e agradável? 

O corpo padece por nossas escolhas. Somos um todo impossível de separar. 

Se for pra rir, que seja por inteiro, saboreando o “sim” ao invés de remoendo o “não” que ficou entalado na garganta, quase nos impedindo de respirar.

Falo isso pra mim mesma: cospe!

Isso inclui saber dizer “não” a tudo que nos feri, nos livrarmos de todo excesso de bagagem e, do contrário, não abrirmos mão de sermos nós por meras convenções, ou pior, por medo – medo de reconhecer que deu errado, medo de decepcionarmos, medo de não sermos aceitos, medo de não nos encaixarmos em outro lugar... medo de sairmos da zona de conforto.

Então, eu digo não!


Médica e autora do livro: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

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