sexta-feira, 24 de abril de 2015

Crônica: Neuras


Neuras... quem não as tem?!

Essa manhã fui fazer uma ressonância nuclear magnética e sim, sou claustrofóbica. Por conta disso precisei ser sedada.

Somos tão valentes para tantas coisas e, ao mesmo tempo, tão terrivelmente covardes sem um real perigo aparente para outras.

Mas não costumo deixar que minhas neuras atrapalhem a minha vida. Sigo como tenho de seguir, no entanto, há momentos em que preciso parar e admitir para mim mesma algum “pequeno detalhe” como esse, me confrontar com meus medos e reconhecer a necessidade de fazer uma concessão – mas só permito uma pequena concessão.

Intimidar-me totalmente, não! Acho um caminho.

Ou encaramos de frente e tentamos ser práticos, simplificar, ou as nossas neuras vão nos paralisando diante da vida e aos poucos nos impedindo de voar.

Adoro as borboletas e tudo o que elas representam. Elas nascem comuns em meio à multidão, feias, rastejantes, mas evoluem, passam por metamorfoses e se tornam singulares, coloridas, lindas, despertando em nós todo um fascínio.

Elas nos ensinam que na vida tudo se transforma, tudo não passa de um breve momento e que, apenas seremos capazes de experimentarmos a felicidade, de vivermos intensamente, se aprendermos a valorizar cada instante, a encarar os desafios e, a contornar o que ainda não é passível em nós de ser superado – e que, na verdade, poderá nunca vir a ser.

Quanto tempo teremos? Quantos segundos estão separados para nós? Impossível dizer! Por isso, assim como as borboletas, quero me reinventar sempre e fazer valer a pena, não importa o tempo que durar. 

Não quero que nada me impeça de me entregar à vida da melhor forma, de desfrutar tudo que ela tem para me dar.

A vida é breve e os segundos não voltam atrás. 

Neuras... vocês jamais vão me impedir de voar!


Médica e autora do livro: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

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