sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Crônica: Os opostos


Vivemos dias de brilho intenso e outros nem tanto. Mas dizem os mais sábios que é preciso todo esse contraste para podermos distinguir o que é belo, aprendermos a valorizar as coisas mais simples, e compreendermos o que é realmente essencial.


Se tudo fosse sempre primavera uma hora deixaríamos de apreciar o desabrochar das flores, as suas cores, seu perfume, e acabaríamos por não enxergar mais tanta beleza. Tem que vir o outono e levar embora todo o colorido, vir o frio do inverno e os dias serem pintados em tons de cinza para desejarmos novamente a primavera.

Somos assim. Temos que experimentar sentimentos opostos para reconhecer essa tal felicidade.

É a vida encontrando caminhos para nos ensinar o que é preciso, para nos fazer crescer, de um jeito ou de outo.

Por isso, cada vez que houver brisa e, enquanto houver sol, eu quero aproveitar, quero me jogar, antes que venha novamente a ventania e a tempestade.

Tudo passa. Tudo sempre passará. Seja pela duração de um segundo ou para toda a eternidade, há de passar.

Então... que seja eterno apenas o que nos faz bem.





Médica e autora da série: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

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