quarta-feira, 21 de maio de 2014

Entrevista com a autora Mariana Balam

Olá pessoal, hoje vamos falar do livro de poesia da nova parceira aqui do blog Mariana Balam.














Sinopse
Em suas linhas, leves e sutis, cada palavra vai se moldando, criando imagens, sugerindo emoções por meio de seus sons, significados e ritmos. Pandora é uma caixinha de surpresas, que se revela feito um leque diversificado de sentimentos e sensações da autora – e que por se tratar de sentimentos, remetem o leitor a um estado de torpor, necessário para refletir e sentir o que cada estrofe pretende passar. É um momento em que cada um deve destinar para, no aconchego de sua leitura, se deixar tocar pelas palavras, degustar cada verbo, se perder nas emoções.

Conhecendo um pouquinho mais da autora:


Mariana Balam nasceu em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Escritora, é autora do livro de poesias Pandora. É jornalista e atualmente trabalha como assessora de imprensa na Prefeitura Municipal de Santa Bárbara d’Oeste. Atuou como editora de imagens e repórter na TV Cultura de Santa Bárbara, foi âncora na TV Prefeitura do município e locutora e editora na Rádio Comunitária Anunciação FM.


- Quando começou a escrever? Sofreu influência de algum autor? 
Comecei escrever desde muito nova. Um fato curioso é que eu reescrevia livros quando aprendi a ler. Além disso, fazia os desenhos e grampeava tudo. Após a confecção, entregava aos meus pais a obra. Sempre tive o sonho de lançar um livro simples e singelo para que todos entendam. Por isso, o meu livro de poesias, intitulado Pandora, traz reflexões cotidianas e de fácil entendimento. A ideia é que todos possam escrever. Por isso, ao final das páginas, há um espaço para que o leitor deixe um pedaço da sua vida, ou seja, um poema. Gosto muito de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Caio Fernando de Abreu, Clarice Lispector, entre outros. Mas sou apaixonada por Fernando Pessoa e seus heterônimos. Com isso, também tenho no meu livro as minhas heterônimas, rsrs. Pandora, Catarina e Lívia.

- Por que poesia?
Porque poesia é minha paixão. Em simples versos, o autor consegue dizer sobre toda a vida. 

- Durante o processo de escrita encontrou alguma dificuldade? 
Encontrei dificuldade em “enxugar” os poemas. Porque tinha muitos. E também fiquei com um pouco de vergonha em mostrar meus sentimentos a desconhecidos.

- Sabemos que no Brasil os jovens autores passam por grandes dificuldades para publicarem suas obras, o que é mais gratificante ao conseguir alcançar esse sonho?
Sinto-me feliz, mesmo não tendo muito valor nesse país. Mesmo conseguindo publicar um livro – que já é muito difícil – nós escritores/autores não somos muito valorizados. Acredito que o brasileiro prefere – não em sua maioria – outros atrativos. Escolhe, por exemplo, programas de auditório para tostar o cérebro, em vez de acrescentar cultura em sua vida.

- Pretende lançar outros livros? Quais seus projetos futuros?
Sim. Estou trabalhando desde 2012 em uma nova obra. Simplória. Voltada à poesia mesmo, só que irei explorar mais os meus heterônimos. 


No princípio não era o verbo. Era Pandora, a primeira mulher criada por Zeus, deus da mitologia grega. Mulher que reunia todas as qualidades ofertadas pelos deuses do Olimpo, ela se envolveu com Epmeteu – irmão de Prometeu, o criador dos homens, que os moldou em argila e ofertou o sopro da vida roubado.

Epmeteu guardava consigo uma caixinha, dada por seu irmão. Nesta caixinha, havia todos os males que a humanidade poderia sofrer e, por isso, jamais poderia ser aberta. Mas Pandora a abriu e, assim, todos os males e doenças que assolam a humanidade foram libertados. Assustada, Pandora fechou a caixinha, antes que o último mal – aquele que acabaria com a esperança – pudesse escapar.

Restou a esperança, único suspiro que governa a humanidade, ante a todos os males. E a esperança, essa centelha de uma possível felicidade no horizonte de humanidade, traduz-se de várias formas. A começar pela cultura, que se revela, por exemplo, pela escrita, pela junção de palavras, de sentidos, de verbos, de tradução de vida em forma de arte.

 A arte se faz de emoções, da necessidade de expor aquilo que se sente. Pandora, este primeiro livro de Mariana Balam, se fez assim. Em suas linhas, leves e sutis, cada palavra vai se moldando, criando imagens, sugerindo emoções por meio de seus sons, significados e ritmos.

Pandora é uma caixinha de surpresas, que se revela feito um leque diversificado de sentimentos e sensações da autora – e que por se tratar de sentimentos, remetem o leitor a um estado de torpor, necessário para refletir e sentir o que cada estrofe pretende passar. É um momento em que cada um deve destinar para, no aconchego de sua leitura, se deixar tocar pelas palavras, degustar cada verbo, se perder nas emoções. Por isso, boa leitura.


Você pode conhecer melhor o trabalho da Mariana Balam seguindo o seu blog pessoal clicando aqui.

Espero que tenham gostado! 
Super beijos...

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