sexta-feira, 30 de maio de 2014

Crônica: Essa estranha loucura


O que dizer quando a vida nos surpreende? Na verdade faltam palavras e sobram sensações para traduzir o que sentimos.

Um momento mágico! Isso é o que é esse instante em que abrimos os olhos e continuamos a saborear da mesma emoção vivida no sonho. Leva um pouco de tempo até estarmos totalmente convencidos de que o cenário é real, mas quando alcançamos esse ponto, todas aquelas dúvidas que teimosamente nos seguiram até ali simplesmente se evaporam no ar.

Fomos virados pelo avesso, o nosso “eu” que vinha ali contido, quase sufocado, agora pode finalmente respirar, pode até gritar e deixar extravasar sem o menor pudor o que tanto queria revelar. 

Dizem que “de médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco”. Sou médica, agora também poeta... não creio que possa contestar a loucura. E quer saber, não sei o que faria se só coubesse em mim essa tal sobriedade. 

A vida sem os pingos fora dos “is” não teria a menor graça. Uma amiga há pouco me disse que eu simplesmente descontruí tudo aquilo que ela aprendeu na teoria, fiz picadinho do seu rico manual que mostra o passo-a-passo para que se construa um traço. Preciso confessar: Adorei!

Viva! Viva sempre em mim essa estranha loucura que me faz acreditar que o melhor ainda é sonhar, e que os sonhos são mesmo possíveis de se provar.


Médica e autora do livro: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

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