sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Crônica: Boa viagem!


É impressionante como estar por entre as nuvens me excita. Fazer o que se gosta ao melhor estilo, sentada numa cadeira de avião.

Cito em Perfume de Hotel - Nova Iorque que “voar longas distâncias é sempre muito cansativo, desperta uma fome voraz, nos deixa moída e com cara de presente no fim da festa”, mas quando chegamos ao nosso tão esperado destino todo desconforto até ali já ficou para trás numa fração de segundos.

Experimentar um novo perfume, redescobrir um lugar, provar do sabor... Ah! Isso me faz muito bem.

Voar me faz recordar de uma pergunta que sempre me ocorria quando era criança: Será que o céu que estou olhando agora é o mesmo visto de outros lugares?

A imensidão vista do lado de fora da janela vem se juntar as inúmeras expectativas que carrego de cada lugar. Como será? Quais serão seus perfumes? O que mais irá me tocar? De quais sabores irei provar?

E vou mais além! Adoro brincar com metáforas simples que nos dão uma percepção muito mais clara das coisas. Se olharmos a vida e para nós mesmos como se estivéssemos acomodados em um dos assentos de uma aeronave, tudo dependerá da nossa perspectiva. Se o meu assento for o do corredor e eu focar no trabalho dos comissários naquele momento, a vida pode parecer monótona, repetitiva, muito pouco criativa e eu terei poucas opções; se estiver no assento do meio, entalada entre dois estranhos e não me acomodar, a vida pode me parecer solitária, desconfortável, castradora, restringindo meus movimentos e me fazendo sufocar; mas se eu me permito sentar à janela e olhar a imensidão, eu ganhei um universo de possibilidades, o céu para mim é o limite e a minha vida pode ser o que eu quiser fazer dela.

Então, eu estou indo para Brasília e iniciamos os procedimentos de descida. O céu está azul, as nuvens estão esparsas e eu estou apreciando e curtindo a viagem, ansiosa por sentir o perfume. E você, está confortável no seu assento? 

Não tenho medo de olhar para os lados, de arriscar, de mudar de lugar. “O novo não costuma me assustar, mas a falta de atitude diante das possibilidades, sim”. 

Se for preciso, mude!


Médica e autora do livro: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

2 comentários:

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