sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crônica: Sem personagens


Cada um de nós tem uma história pra contar e, quando formos contar, que ela conte a verdade. Não podemos deixar que roubem a nossa história, não devemos nos furtar de nós mesmos. 

Tantas vezes nos deixamos à deriva, a mercê das coisas e, ainda assim, nos achamos no direito de perguntar por quê.

Uma frase chamou minha atenção esses dias: “Nunca reclame do que você permite”. Não importa se digo que fui eu ou se digo que me infligiram um comportamento que não me cabe, que não combina com a minha pele, nem com a minha roupa e, muito menos com meu caráter, porque de uma maneira ou de outra eu permiti.

Antes de qualquer coisa, ou alguém, precisamos essencialmente ter a nós mesmos. 

Eu sei - e você também sabe - que para ser plenamente feliz tenho que firmar um pacto comigo de ser fiel a mim mesma, de não abrir mão dos meus valores, de viver meus próprios sonhos e não o dos outros.

Como se dar sem se ter? Não se dá o que não se tem, simples assim. 

“Sou vários, menos este”. Como isso é triste!

Então, não vou permitir me perder de mim, não quero uma segunda pele, não quero ter que cruzar comigo apenas no escuro, muito pelo contrário, quero ser o que eu gosto e gostar de estar onde estou.

Quando eu contar a minha história, pode ter certeza, você vai ouvir falar de mim e não de alguém inventado, porque todas as vezes que eu bater a minha porta - toc-toc - perguntando quem é, quero me ouvir responder: Sou eu!



Médica e autora do livro: Perfume de Hotel
contato@carlasgpacheco.com

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